Macron, um presidente apaixonado pelos papas, prepara sua recepção a Leão XIV apesar de algumas reservas

Emmanuel Macron prepara uma recepção solene para Leão XIV: ele acolherá pessoalmente o papa em Orly na manhã de sexta-feira e depois irá a uma reunião no Palácio do Eliseu. Apesar dessa paixão pelos papas, o presidente decidiu não participar das missas da viagem, uma precaução motivada por reservas relacionadas à laicidade e à imagem pública.

Em resumo: recepção oficial em Orly e discurso conjunto na sala das festividades, convocação dos líderes europeus em Metz para o discurso sobre a Europa, retirada voluntária de Macron das cerimônias religiosas, tensão sobre uma proposta abortada de passagem a Notre-Dame. Esses elementos mostram uma diplomacia francesa atenta ao equilíbrio entre fé, República e política.

Recepção oficial e encontro no Palácio do Eliseu

O calendário é preciso: recepção em Orly na manhã de sexta-feira, seguida de uma troca no Palácio do Eliseu e discursos na sala das festividades diante de autoridades e corpo diplomático. Os dois homens se encontrarão em Metz para um momento dedicado à Europa, onde os chefes de Estado dos 26 outros países da UE foram convidados, segundo um relatório do Monde. Este protocolo ilustra a dupla dimensão, política e religiosa, da visita.

Uma atração histórica pelos papas, temperada por reservas

Macron construiu laços notáveis com os papas contemporâneos: três encontros com Francisco e um quarto com Leão XIV, lembra o vaticanista Cyprien Viet. Educado pelos jesuítas, o presidente não é católico praticante, mas demonstra uma curiosidade sincera. Após as críticas recebidas por sua presença no Velódromo em 2023, a equipe explicou que ele não mais assistiria às missas, como reportou Le Matin. Uma prudência assumida que evita polêmicas.

Metz: a diplomacia europeia no centro da visita

A sequência messiânica em Metz foi pensada em formato “europeu”: o papa proferirá um discurso sobre a Europa perante líderes e instituições. As questões são claras: multilateralismo, paz e questões tecnológicas como a inteligência artificial. Robert Prevost, o papa Leão XIV, escolheu a França rapidamente após sua eleição, sinal da importância atribuída à liderança francesa na Europa, como notou o Observatório geopolítico do religioso.

Notre-Dame, distância e gestão de frustrações

A proposta de uma passagem comum por Notre-Dame foi rejeitada pelo Vaticano, provocando uma “frustração” reconhecida do lado francês. O Vaticano lembra o caráter de uma viagem apostólica e a prioridade espiritual do papa, o que explica algumas exclusões protocolares. O Palácio do Eliseu assegura, no entanto, que o programa foi estabelecido “em confiança”, traduzindo uma vontade de preservar a relação sem torná-la um instrumento de política pessoal.

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